Sociedade civil católica, destinada à difusão da Cultura Ocidental e à atuação política em defesa da família, em observância à Doutrina Social da Igreja.

A farsa da “homofobia”

Leonardo Brum

Qualificar agressões criminosas como “homofobia” é inadequado, simplesmente por que não se trata de uma fobia no sentido psicológico do termo. É aqui que se encontra o ardil da coisa: o marxismo é coletivista, crê na bondade natural do ser humano e desloca a culpa de qualquer crime dos indivíduos para a sociedade. Dentro dessa lógica, o roubo não é propriamente culpa do ladrão, mas de uma sociedade economicamente desigual; já a agressão aos homossexuais também não é culpa propriamente do agressor, mas de uma sociedade culturalmente avessa à homossexualidade. E qual é a grande matriz cultural da nossa sociedade? O cristianismo! E é assim que se rotulam tanto os criminosos que agridem os gays nas ruas, quanto os cristãos que apenas defendem seus valores morais, igualmente como “homofóbicos”. O termo “homofobia” só serve para colocar todos no mesmo barco e fazer com que os cristãos ou traiam seus princípios, ou sejam tratados com criminosos [1][2]. E é por isso que não podemos aceitar o uso desse termo. Trata-se de um rótulo desonesto[3][4].

Deixo ainda duas observações:

1- É curioso que o movimento LGBT não aceite o uso do termo “homossexualismo”, alegando que o sufixo “ismo” é indicativo de doença. Ora, em primeiro lugar o sufixo “ismo” tem diversas outras aplicações, podendo ser indicativo de prática ou ideologia, por exemplo. “Socialismo” é doença? Às vezes, parece. Em segundo lugar, não aceitar o sufixo “ismo”, mas rotular os opositores como “homofóbicos”, sendo o radical grego “fobia” consagrado na literatura psicológica como designativo de transtorno mental é, no mínimo, hipocrisia. Isso sem falar no non-sense da construção etimológica da palavra, pois “homo” remete apenas a “igual” e não a “homossexual”.

2- O mesmo ardil desonesto promovido pelo movimento LGBT em relação à “homofobia” o movimento feminista faz alegando que há na sociedade uma “cultura do estupro”. Felizmente, o caso IPEA serviu pra desmoralizar essa idéia absurda.

Aracaju, 16 de setembro de 2016


[1] Exagero meu? De forma alguma. Basta que assistamos Luciana Genro perguntar ao Pr. Everaldo no debate eleitoral da Rede Bandeirantes se ele não se considera responsável por esse tipo de crime [http://goo.gl/NGE4iD], ou Jean Wyllys chamando textualmente os cristãos de assassinos [http://goo.gl/hRlCu4] por um crime cometido por um homossexual contra o outro [http://goo.gl/VCwKrq]. A propósito, este foi o segundo caso de grande repercussão em 2014 que tentam colocar na conta da “homofobia” para depois a máscara cair. O primeiro foi este [http://goo.gl/rZYFtR].

[2] Enquanto isso, as páginas oficiais tanto de Marina Silva [http://goo.gl/B5nn5U], quanto de Dilma Rousseff [http://goo.gl/i4QM72] atestam seu compromisso em criminalizar a tal “homofobia”. É claro que elas omitirão que, com isso, os cristãos é que acabarão sendo tratados como criminosos, mas, como escrevi certa vez, Luciana Genro é o que Marina e Dilma gostariam de ser mas não podem porque precisam ganhar a eleição [http://goo.gl/Od0aBO].

[3] “O ‘pecado’ de homofobia: a sociedade cristã em decúbito ventral”, por Sidney Silveira:
http://goo.gl/RRWqOP

[4] “A Armadilha do ‘Preconceito’ e da ‘Homofobia’ – O vocabulário que quer a inversão do que é racional”, por Pe. Daniel Pinheiro:
http://goo.gl/uyAByG

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