Sociedade civil católica, destinada à difusão da Cultura Ocidental e à atuação política em defesa da família, em observância à Doutrina Social da Igreja.

Terceiro Domingo depois da Epifania

D. Crisóstomo d’Aguiar

Neste, como nos dois domingos seguintes, tanto o Introito e o Gradual, como o Ofertório e o cântico da Comunhão, tendem a mostrar-nos que Jesus é Deus, visto que opera prodígios, e conseguintemente tem direito às nossas adorações: Vinde, adoremo-lo! 

Foi depois de haver pregado o discurso da montanha “que enchera de admiração as multidões”, que Nosso Senhor operou os dois milagres narrados por S. Mateus no Evangelho. Vêm eles confirmar que verdadeiramente é “da boca dum Deus que vem a doutrina”, que já tamanha admiração causara na sinagoga de Nazaré (Comunhão). 

Uma palavra de Jesus purificara os leprosos, e os sacerdotes oficialmente terão de testemunhar o prodígio, que lhes provará a divindade do Mestre (Evangelho). 

O centurião, esse, por palavras de humildade e confiança, testifica também a mesma verdade; e, demais, a demonstra por argumentação tirada do seu cargo: ele, não tem mais que dar uma ordem para ser obedecido; Jesus, diga uma simples palavra, e a doença lhe obedecerá! E a sua grande fé alcança o milagre que implora. 

Judeus e pagãos devem reconhecer a realeza divina de Jesus: o leproso pertence ao povo de Deus, e tem que cingir-se à lei de Moisés, e reconhecer a autoridade dos sacerdotes; o centurião, pelo contrário, segundo o testemunho do Salvador,  não é da raça de Israel. Sim, todas as nações tomarão parte no banquete celeste, no qual será seu alimento a própria divindade. E como na sala do festim tudo é luz e calor, os suplícios do inferno, castigo dos negadores da divindade de Jesus, estão bem significados no frio e na noite que reinam lá fora, e nessas “trevas exteriores”, que tão bem contrastam com o brilho deslumbrante da sala das núpcias. 

Façamos atos de fé na divindade de Jesus, e para entrarmos no seu reino, por nossa caridade acumulemos, na cabeça dos que nos odeiam, “carvões de fogo” (Epístola), isto é, sentimentos de confusão, que lhes nascerão de verem nossa grandeza de alma, e lhes não darão descanso, antes de expiarem seus crimes.


[Segue abaixo o texto do próprio da Missa.]

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