Sociedade civil católica, destinada à difusão da Cultura Ocidental e à atuação política em defesa da família, em observância à Doutrina Social da Igreja.

Nono Domingo depois de Pentecostes

D. Crisóstomo d’Aguiar

Tanto a Epístola como o Evangelho nos põem diante dos olhos os terríveis castigos que teve de sofrer o povo de Israel, pela corrupção de seus costumes, pela sua irreligião. Vinte e três mil hebreus pereceram num só dia por causa da sua impudicícia; muitos outros dentre eles foram mortos por serpentes por haverem tentado a Deus, queixando-se de só ter por comida o maná no deserto; outros foram feridos de morte pelo Anjo exterminador, em razão das suas murmurações, e mais de um milhão pereceram na destruição de Jerusalém, porque renegaram do Messias. Todos foram repelidos do reino de Deus, como os negociantes o foram do templo que dele é figura, porque converteram a casa de Deus em caverna de ladrões (Evangelho). Os gentios chamados para o lugar deles devem desde então ser fiéis à sua vocação, e acautelarem-se de ser ímpios, e sucumbirem a seu turno (Epístola). Observem, pois, com santa alegria, os mandamentos do Senhor (Ofertório); assistam dignamente no templo aos Mistérios eucarísticos, onde quotidianamente se exerce a Obra da nossa santificação e redenção (Secreta), e comam da carne de Jesus que é o verdadeiro maná de nossas almas (Comunhão). Deus então virá em seu socorro (Introito), abrirá o ouvido de sua misericórdia às orações que lhe dirigem (Oração), não permitirá que sejam tentados acima de suas forças (Epístola) e sua Onipotência (Gradual) os libertará dos que os perseguem (Aleluia).


[Segue abaixo o texto do próprio da Missa do Nono Domingo depois de Pentecostes.]

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